Voltar ou ficar? Eis a questão!

Torii

Torii

Hoje li uma matéria num site de Portugal que relata o dilema de brasileiros que vivem em determinadas regiões com grande concentração de imigrantes. Link completo abaixo para mostrar o título.

http://www.publico.pt/Local/regresso-de-imigrantes-brasileiros-afecta-economia-de-zonas-como-a-costa-da-caparica-e-ericeira-1541357?p=1

O mais interessante é notar a palavra “IMIGRANTES” na matéria. Apesar dos comentários (de leitores) de rodapé descreverem que há certa discriminação em relação aos trabalhadores, pelo menos por lá, não são taxados de “DEKASSEGUIS”.

Alguns pontos me chamaram atenção, tanto na matéria quanto nos comentários. A quantidade de portugueses no Brasil é bem maior que de brasileiros em Portugal. Até a década de 80, o número de japoneses no Brasil, também era maior do que o de brasileiros no Japão.

http://www.saopaulo.sp.gov.br/imigracaojaponesa/curiosidades.php

Portugal e Japão tem traços semelhantes na história da formação do povo brasileiro. O primeiro, desde o descobrimento e o segundo, há mais de 100 anos. Acredito que falta para o Brasil, fazer mais propaganda no exterior. Mostrar o que os imigrantes construíram em terra brasílis.

Os estrangeiros só vêem futebol, carnaval e agora (por incrível que pareça) a economia do Brasil. Falta mostrar o povo trabalhador para o mundo.

Pelo visto, em Portugal os brasileiros trabalham bastante, criam valor na economia. No Japão também, mas a mídia explora apenas os fatos ruins. As extensas jornadas de trabalho que ajudam a movimentar bilhões no país, não são noticiadas.

Este é o grande problema do Brasil. Falta marketing. Mostrar que além de jogar futebol e dançar samba (todos pensam que nascemos sabendo), ajudamos na construção de um país.

Agora vem o dilema. O povo trabalhador acostumou-se com a estrutura, educação e cultura desses países desenvolvidos. A estrutura pode-se até construir em pouco tempo, basta aparecer mais uns 3 Batista’s. A educação, se os investimentos não forem desviados, podem render frutos daqui duas ou três décadas. Mas a cultura, se não for para vivê-la, vamos sentir falta um dia.

Imagem: Wikipedia.Org

Descubra quem são Gree e DeNa – os zyngas japoneses

Saiba quem são Gree e DeNa

Link da imagem original abaixo

Em  2010, comentei sobre a corajosa mudança na comunicação (inglês como língua oficial) de duas empresas japonesas com grande expressão global nos dias de hoje, Rakuten e Uniqlo. A primeira, como foi noticiado ano passado, comprou 75% de uma das mais antigas empresas de e-commerce do Brasil, a Ikeda. Conseguiu em menos de 1 ano, inserir no seu marketplace uma quantidade enorme de marcas e lojas brasileiras e lançou o seu programa SuperPoints, muito utilizado aqui no arquipélago pelos seus milhões de usuários.

Outro projeto interessante que podemos ver em ação no Brasil, é o suporte aos empreendedores, com cursos e seminários, noticiados no blog da Rakuten Brasil. Ação que é feita também no Japão, com a Rakuten University e os seminários para empreendedores em diversas regiões japonesas. Com isto, o mercado digital brasileiro vai ganhar qualidade e pode abrir caminho para outros negócios nesse setor.

Da mesma forma que a Rakuten trabalha para que as empresas comercializem seus produtos e serviços. Há duas outras empresas japonesas que podem chegar ao Brasil em breve e devem aproveitar um setor com poucas marcas de expressão. Os serviços para plataformas móveis.

Quem acompanha as notícias sabe que o povo brasileiro é social e grande utilizador das plataformas como Orkut, Twitter e Facebook. Porém, há poucas empresas brasileiras investindo nesse mercado, a não ser a Vostu, conhecida pelo sucesso dos jogos sociais como o Mini Fazenda, semelhantes aos da Zynga, popular pela família de jogos *Ville.

Mas vamos aos japoneses, que nem são mais tão orientais assim. A Gree, maior rede social do Japão, com 26 milhões de usuários no Japão e 140 milhões no mundo, depois da aquisição da plataforma Openfeint, cresceu 4.000% nas vendas de 2008 a 2010 e teve 52 bilhões de páginas vistas em aparelhos móveis em dezembro de 2010. Números impressionantes, para uma empresa que foi fundada em 2004, por um ex funcionário da Rakuten, Yoshikazu Tanaka, que desenvolveu a rede social nos tempos livres de trabalho.

Com a missão de fazer um mundo melhor através da Internet, já destaca suas pretensões de não haver barreiras territoriais para parcerias e aquisições focadas nas redes sociais, games e plataformas cloud. Tendo formado em 2011, parcerias com a Tencent, maior provedora de serviços online da China, que conta com 600 milhões de usuários e a Mig33, com 47 milhões de users no sudeste asiático. Nessa rápida expansão e com o crescimento nas vendas de smartphones no Brasil, é bem provável que Gree seja um dos nomes orientais a chegar em breve no país.

E tem mais, a DeNa, que em 2011 comprou o time de Baseball (Yokohama DeNa Baystars), seguindo os passos da Rakuten (Tohoku Rakuten Golden Eagles), também com visão global e segue fazendo aquisições e parcerias na velocidade da internet. A empresa fundada por Tomoko Namba num pequeno apartamento em Tokyo, iniciou suas operações em 1999, com o site de leilões Bidders, mas já no início teve problemas com serviços terceirizados (mudou estratégia e desenvolveu seu próprio sistema) e com a concorrência do Yahoo Auction, no ano 2000, começou a oferecer serviços de e-commerce em aparelhos móveis e a partir daí ganhou muita experiência nesse setor, lançando a plataforma de leilões para celulares “MobaOku” que em português poderia ser “Leilões móveis”. A partir daí, mudou sua estratégia para se tornar a número 1 em plataformas de celulares e em 2005 da lançou suas ações na bolsa de Tokyo Mothers.

Com muito dinheiro em caixa e diversas aquisições por todo o Japão, chegou ao topo do mercado móvel em 2010 depois de fechar parceria com o Yahoo Japan, seu antigo competidor. Em 2011, operações nos EUA, Canadá, Europa e Asia já estavam funcionando. Falta um ponto na América do Sul, o que pode indicar que em breve, Mobage e DeNa, podem ser mais duas palavras globais importadas do país do sushi e sashimi.

Créditos da imagem: http://www.flickr.com/photos/87292528@N00/2230231