Os 7 erros na hora de iniciar uma revista gratuita

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Acompanho o mercado de publicidade para brasileiros no Japão desde o surgimento dos primeiros jornais e folhetos. Época em que um anúncio de página inteira colorida dava para pagar mais de 5 funcionários. Hoje, dificilmente um anúncio pagaria ao menos um.

Mas ao contrário do que ocorria no passado, onde apenas empresas de recrutamento e telefonia anunciavam, agora temos anunciantes dos mais variados ramos. A pulverização fez com que inúmeras empresas pudessem ter acesso aos consumidores mesmo com pouco capital para investir.

A parte mais difícil no trabalho de uma revista gratuita é justamente ensinar esses pequenos empreendedores sobre marketing e branding.

Comparando as primeiras edições de revistas gratuitas no início da década, em que os anúncios não seguiam padrões de cores e formas, até as edições atuais, onde temos várias agências produzindo o design, podemos notar a evolução do conteúdo nos materiais gratuitos. Inclusive na parte editorial, com diversos profissionais conceituados internacionalmente escrevendo matérias para os mesmos.

Mas infelizmente, ainda vejo erros nos novos empreendimentos. Veja abaixo:

  1. Foco – Principal objetivo do empreendimento muitas vezes é apenas “Status” e isso não paga salários.
  2. Equipe – Geralmente a equipe é muito grande, dividida em vários setores logo no início do projeto. Com isso o custo operacional é alto, aumentando o trabalho do setor comercial e diminuindo o lucro, consequentemente impedindo o crescimento.
  3. Distribuição – Considero a parte primordial de uma revista gratuita e algumas empresas não atingem o público alvo em relação ao conteúdo publicado.
  4. Eventos – Principal erro de revistas e empresas é a falta de ética ao fazer um trabalho comercial dentro de eventos que não apoiou de nenhuma forma.
  5. Precificação – Geralmente atrelado ao foco da revista. O maior erro é quando não valorizam o conteúdo e abaixam o preço significativamente apenas para estar no mercado.
  6. Conteúdo – Grande parte dos empreendedores que iniciam no mercado, não obedecem a porcentagem mínima de páginas pagas pelo cliente e as pagas pela empresa.
  7. Pesquisa – Acabam atuando em áreas onde há muita concorrência ao invés de iniciarem projetos mais inovadores em setores pouco explorados e com grande potencial.

Aliás, o item 7 reflete um erro cometido por inúmeros empreendedores brasileiros no Japão. Pois ao invés de pesquisar qual o nicho de mercado que ainda não foi explorado, preferem copiar um modelo já existente e apenas baixar o preço do seu produto ou serviço, diminuindo assim a qualidade de todos em detrimento da diversidade e inovação.

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