O funcionário ideal

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Há meses venho ouvindo reclamações de diversos empresários, recrutadores, gerentes de rh, owners, enfim, pessoas que precisam de outras pessoas para executar algo nas empresas. Um ponto unânime entre todos é a falta de qualificação. Mas Dino, como pode você, um cara que não fez faculdade, reclamar da falta de qualificação? Pois bem, imagine uma empresa em que o dono do negócio não fez faculdade, mas teve a coragem de arriscar seu rico dinheirinho suado em um negócio que ele acreditava. Isso a 8 anos atrás. E hoje, essa empresa tem 10 funcionários trabalhando nos setores de venda, administração e logística (leia-se, pessoa que cuida do produto desde a produção até a entrega). Ok! O “owner” ou dono do negócio resolve investir em uma área nova para ele, marketing nas redes sociais.

Aí o bicho pegou né. Qual a formação necessária para contratar uma pessoa que desenvolva um bom trabalho nas redes sociais? Qualquer uma, o diploma serve apenas de base para os empregadores filtrarem pessoas que não buscam conhecimento (Opz! Desculpe ET Bilu). As pessoas que concluiram um curso superior, fizeram trabalhos em grupo, conviveram dentro de salas fechadas, tiveram que apresentar resultados anuais, entregaram um projeto no final de 4 ou 5 anos, o tal do TCC*, ah! Decoraram inúmeras siglas também. Uma preparação para a vida fora das salas de aula e dentro de uma empresa.

Com essa perspectiva, o contratante (palavra esquisita) ou empregador, pede o currículo, o tal do CV*, que na era digital podemos substituir pelo Linkedin. Ah Sr. DINO, mas eu não tenho currículo! PQP… Essa é a segunda reclamação dos contra-opz, empregadores. As pessoas não se preocupam com o currículo. Desde os 14 anos quando eu era office-boy (existe isso ainda? acho que só motoboy né), meu pai já me falava desse tal currículum vitae. Por isso fiz datilografia e “computação” para poder trabalhar num escritório. Consegui meu segundo emprego devido a esses cursos, mas o que eu mais fazia era andar de bicicleta levando papéis para o banco e cartório.

Ah! É assim que funcionava então Dino? Você fazia cursos, colocava no currículo só para conseguir o emprego e depois não usava nada do que tinha estudado? É funcionava…

E ainda funciona! Mas além da qualificação em papel, há a parte humana. Há dois tipos de profissionais e você precisa escolher qual deseja ser (humano e desumano? NOT). O profissional que trabalha dentro do escritório e o externo. Vamos explicar as diferenças mais adiante. Agora pense no seguinte, você terá que se relacionar com pessoas no trabalho. Seja em nível interno ou externo, com superiores, fornecedores, clientes e colegas da empresa, então é essencial saber se comunicar. Mas eu sei me comunicar SR. DINO! (caixa alta é como gritar na internet, alguns ainda me mandam email assim). Ok! Essa é a quarta reclamação dos empregadores (a caixa alta?). As maioria dos candidatos hoje não sabem se comunicar. Não basta saber falar, é preciso saber escrever, se vestir da forma correta e principalmente apresentar-se no horário e dia combinado.

Vamos as diferenças do trabalho interno e externo. Se você é uma pessoa organizada, se comunica pouco (agora sim é o caso “falar pouco”), não se importa em ficar dentro de uma sala 8h/dia, consegue conviver em grupo por muito tempo, ok! Tente um trabalho interno. Agora, se você é desorganizado, comunicativo (mas que não fale “pelos cotovelos”), goste de desafios e problemas, tente um trabalho externo.

As outras reclamações são sobre valores perdidos (não estou falando de dinheiro hein Mr. Reclamão). Em pesquisas na internet, há índices que 55% das empresas analisam as ações dos candidatos nas redes sociais antes de chamar para uma entrevista. Vasculham tudo, facebook, orkut, twitter, etc. Ficou fácil saber como a pessoa vive seu dia-a-dia (tem hífen?). E aqui entram questões que muitos não valorizam na hora de criar perfis e escancarar sua vida. Fotos! MAS SENHOR DINO! EU NÃO POSSO VIVER MINHA VIDA? Ok! Pode sim, mas precisa mesmo colocar as suas “imagens-lindas-de-beber-até-cair-que-se-dane-o-amanhã” na “net”?

Estamos sendo monitorados nas ruas com as câmeras de vigilância, imagine se o seu empregador não vai te monitorar para saber quem é a pessoa que pode valorizar ou manchar a marca construída em 8, 20, 100 anos. E ficar a mercê de um desqualificado que pode destruir a credibilidade de uma empresa com apenas um “TWEET”. O funcionário ideal hoje está difícil de ser filtrado. #PenseNisso

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