Asionalização do Brasil

Asionalização
Asionalização

Uma das palavras que mais aparecem quando se fala em expansão empresarial, a “Globalização” é definida como processo de aprofundamento de integração econômica, social, cultural e política. Que teria sido impulsionada pelo barateamento dos transportes e comunicação no final do século XX.

Acredito que há três palavras que ligam o Brasil com o mundo. Futebol, Senna e carnaval.

Futebol, pelas conquistas passadas, devido a estrelas como Pelé, Kaká, Zico, Ronaldo e Ronaldinho. Nomes que são citados quando viaja-se por países do Sudeste Asiático e os nativos perguntam sobre sua nacionalidade. Futebol é um esporte que atrai multidões, independente de classe, visão política ou religião. E o brasileiro é muito querido em diversos países devido a emoção e alegria que os jogadores de futebol brasileiros passam para os que vivem nestas regiões.

Senna, um capítulo a parte, é muito ligado a história do Japão e a Honda na F1, e os japoneses gostam muito de esportes a motor. Influenciados talvez pela força da indústria automobilística e investimento local. No Japão, há uma grande estrutura para corridas de carros e barcos, que movimentam milhares de pessoas e yens, a Honda é proprietária do circuito de Suzuka, local onde Senna venceu 2 vezes (1988, 1993) com o Mclaren/Honda, por isso, tem seu nome vinculado ao sucesso da montadora na F1. Macau, onde Senna venceu, fez a pole e volta mais rápida em 1983 pela F3, tem um dos eventos intenacionais mais tradicionais de velocidade, com pilotos de diversos países e várias categorias disputando prêmios, em 2011 o 58˚ GP de Macau, atraiu pilotos de 34 países e gerou € 3,3 milhões em receitas.

Carnaval, a festa de origem greca, adotada pela religião católica, é exportada pelo Rio de Janeiro ao mundo através dos “Desfiles das Escolas de Samba“. Representados pelas fantasias, os carros alegóricos, a música, a dança e alegria estampada no rosto do povo.

Pois bem, se você é brasileiro, está em viagem pela Ásia, há grandes chances de iniciar uma conversa com algum nativo apenas falando sobre Kaka, Senna ou Carnaval of Rio.

Agora vamos a parte mais interessante.

Se os asiáticos já conhecem o Brasil por esportes, emoção e alegria. Só falta o “nosso” país exportar produtos e serviços com estes temas. Um dos poucos produtos “Asionalizados” que encontrei nos países do Sudeste Asiático foi a Havaianas. “As legítimas” inspiradas no Zori , tradicionais sandálias japonesas feitas com palha de arroz. Incrível imaginar que um produto da história japonesa fosse retornar ao Japão e países vizinhos, sendo vendido com valor agregado, feito de forma inovadora.

No arquipélago em lojas especializadas de materiais esportivos, encontra-se também produtos com a marca Topper. As duas marcas da Alpargatas, são distribuídas no Japão, pela Kamei Proact.

Por quê não há mais marcas brasileiras “Asionalizadas”?

Falta investimento em Marketing! E talvez um comodismo em relação as boas vendas no mercado interno.

Mas não são poucos os casos em que empresas brasileiras reclamam da concorrência com produtos chineses.

Se o frango congelado das marcas Sadia/Perdigao, Seara, Lar, Aurora, Macedo, BondioRivelli  e C-Vale já são consumidos pelos japoneses. Outros produtos podem ser introduzidos no cotidiano dos asiáticos.

Há uma estrutura que atende apenas a comunidade brasileira no Japão, com importadores, distribuidores e quase 200 lojas físicas e e-commerce. O sistema de logística na Ásia é bastante eficiente. Isto tudo poderia ser utilizado para se criar um “HUB” no Japão e ampliar a participação de marcas brasileiras em outros países da Ásia, região onde há países como a Indonésia, um arquipélago com mais de 230 milhões de habitantes e já é a 15˚ economia do mundo de acordo com dados do FMI.

O Japão concentra migrantes de diversos países próximos, como China, Filipinas, Vietnam, Tailândia, Indonésia e outros. Eles vem ao arquipélago para trabalhar e compram diversos alimentos importados de seus países nas lojas de produtos brasileiros. Há uma demanda que está sendo suprida pela estrutura que atendia apenas os brasileiros no Japão.

O próximo passo é atender os conterrâneos desses migrantes nos seus próprios países, a partir de agora, com marcas brasileiras.

 

Fonte: Wikipedia.org e sites relacionados e linkados no artigo.

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