Carros no Japão

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Muitos brasileiros vem ao Japão para trabalhar nas fábricas da indústria automotiva. No início dos anos 90, quase todas as “Empreiteiras” que recrutavam os trabalhadores, ofereciam transporte coletivo da moradia até o local de trabalho. Depois do “Lehman Shock”, muitos compatriotas tiveram que “se virar” para conseguir trabalho e também transporte.

Este fato talvez tenha contribuído para o aumento de carros nas mãos de brasileiros no Japão. O que não é uma novidade, pois há muito tempo já havia possibilidade  dos estrangeiros obterem a carteira de habilitação, conhecida como 運転免許証, com testes em inglês e japonês. A diferença é que nos anos 90, para a maioria que veio ao Japão trabalhar e voltar rápido ao Brasil, ter carro era um luxo desnecessário.

Naquela época, os carros que mais se via nos estacionamentos de brasileiros eram os Toyota’s Soarer, Corolla’s Trueno e o Levin, abaixo:

Os Hondas Accord, Civic, City e o Prelude abaixo:

Os Suzukis Alto e o “Esportivo” Works Turbo 660cc

As Wagons, que comportam mais de 5 pessoas, eram usadas apenas para transporte de trabalhadores nesta época. Porém, através dos carros, podemos notar uma mudança nos hábitos e estilo de vida dos brasileiros no Japão.

A partir da virada do século, a variedade de carros cresceu muito entre os conterrâneos e ficou mais difícil para os lojistas e vendedores acertarem os modelos e marcas que os consumidores procuram.

As pessoas que utilizam carros apenas para se locomover ao trabalho preferem os da categoria “Kei Jidousha“, pois são econômicos e não exigem comprovante de estacionamento. Apesar de limitados a 660cc, tem bom desempenho e contam com vários opcionais de fábrica. Os mais populares entre os brasileiros são o Suzuki Wagon R e Wagon RR (turbo), Daihatsu Move e Mira (que virou sinônimo de kei jidousha).

As famílias que nos anos 90 viviam separadas entre Brasil e Japão, hoje estão mais unidas no arquipélago e usam Wagons, como os Toyota’s Estima, Noah/Voxy, Alphard e Velfirre, Nissan’s Serena e Elgrand ou Honda Step Wagon.

Há ainda os que preferem as Station Wagon, como o Subaru Legacy e Honda Odyssey.

E os jovens, compram os esportivos da Nissan, como o Skyline, o Silvia e o 180sx. Os Toyota Mark II, Chaser e Mark X. Ou os modelos mais sofisticados como o Nissan Fuga, o Toyota Crown, Majesta, ou mesmo a família Lexus.

As grandes vantagens de dirigir um desses carros no Japão é poder aproveitar as boas condições e sinalizações das ruas e estradas, a oportunidade de ter carros que não são vendidos no Brasil e o preço muito mais acessível por aqui.

Para quem é apaixonado por carros, vale a pena morar no Japão para desfrutar do prazer de dirigir bons carros “nacionais” e importados. O difícil é escolher entre tantos modelos possíveis.

Um carro de muito sucesso entre os brasileiros na categoria sedan esportivo é o Toyota Altezza, que tem até Clube de Proprietários:


Veja entre mais de mil unidades, quais são as marcas e modelos de carros de brasileiros à venda no Japão.

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6 comentários sobre “Carros no Japão

  1. Bom a carroceria é a mesma, muda apenas o acabamento e o nome, porém a maioria das peças são idênticas facilitando na hora de comprar rs A Toyota é muito sagaz nisto, a partir de 2014 deverá produzir mais carros que usam as mesmas peças com isso economiza nos custos de produção.

    • dinoslender

      Olá Rogério, essa estratégia de peças a Nissan também usa. É bom para as fábricas fornecedoras, eu sei como é complicado trocar o “setting” para cada tipo de peça que fabrica hehe.

  2. Gostei da matéria, Dino!!
    Deu até saudade do Trueno Super Charger e do Civiquinho Dohc Vtec!! kkkkk….
    Boas lembranças de uma época de outro do movimento decassegui.
    Hoje existem muito mais facilidades para nós estrangeiros, com muitas lojas direcionadas a nós e informações em português na maioria dos órgãos públicos, porém ao mesmo tempo existem muito mais problemas envolvendo nossa comunidade.
    Foi realmente bom lembrar daquela época lendo sua matéria!!
    Grande abraço!!

    • dinoslender

      Valeu Ronaldo, bons tempos né hehe. Foi muito bom ter vivido as dificuldades dos anos 90. Muito aprendizado e histórias para contar.

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