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Uma startup de relevância mundial no nordeste

A história do Brasil é cheia de casos de empreendedores ousados, que nos fazem pensar sobre a repetição de modelos de negócio. Talvez, pelo Brasil ser um país de dimensões continentais, não conhecemos todos as histórias de disrupção tecnológica.

O filme Coronel Delmiro Gouveia, de Geraldo Sarno, lançado em 1979, conta a história de Delmiro Gouveia, um visionário inovador e pioneiro do modelo de startup com aporte de venture capital, tudo isso no início do século XX no Brasil.

A narrativa é contada na visão do seu CFO, da esposa, do amigo Coronel e de um funcionário carregador de algodão. Em um dos pontos do filme, o amigo Coronel questiona Delmiro, para quê tanto algodão? Nesse momento, o Coronel não enxergava o beneficiamento do algodão e a industrialização para vender o produto de maior valor agregado, as linhas.

Delmiro Gouveia fez 3 grandes disrupções na sua época

  1.  Inspirado pela Feira Internacional de Chicago de 1893, inaugurou no Recife o primeiro Shopping do Brasil, o Derby, incendiado em 2 de janeiro de 1900.
  2. Levou a industrialização para o Nordeste com o uso da energia do rio São Francisco, proveniente da 2o usina construída no Brasil, e a primeira do Nordeste. A usina hidrelétrica de Angiquinho.
  3. Conseguiu venture capital do exterior para suas iniciativas com crescimento exponencial. E chegou a competir no mercado latino americano.

Criar para os outros derrubarem

Em outro momento do filme, há uma cena em que Delmiro, como todo empreendedor, vive um momento de angústia e solidão, onde precisa decidir qual caminho seguir. Ele está dentro do carro e vê uma família em um barraco na sua propriedade. Delmiro pede para o motorista parar o carro, e vai até o “sem-teto” tomar satisfações. É nesse momento que ele ouve desse senhor uma inspiração. “A família não tinha onde morar, construí o barraco para não ficar no relento, se o senhor não quiser, é só derrubar”.

Os empreendedores passam por estas situações, constroem seus projetos, seus negócios e o risco do mercado derrubar é grande. Todo o sonho pode “ir por água abaixo” se não soubermos gerir com sabedoria e decisões de longo prazo.

A industrialização foi a mola propulsora do século XX. A internet é a do século XXI. A próxima pode ser uma máquina que trabalha e pensa como a gente? Assista o filme para entender o título do texto.

Foto: Canva

 

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