Mortes no trânsito

Padrão

40 mil mortes no Brasil em 1 ano

Imagine o “Itaquerão” lotado. Ou toda a população de Jacarezinho. Este é o número de mortes por acidentes de trânsito no país da Copa. Número que gera R$ 40 bilhões em gastos para os cofres públicos de acordo com José Viegas, Secretário Geral do ITF. Está aí um dos motivos de revolta quando alguma cidade “ganha” 1.000 empregos por conta da instalação de uma montadora de veículos que retorna em possíveis óbitos em alguma outra cidade brasileira.

É um contraste muito grande sair do Japão, que tem 1 carro para cada 2 habitantes e apenas 10% do número de mortes. E ver as notícias de acidentes num país como o Brasil, que tem metade da proporção.

De acordo com Luiz Flavio Gomes, os passos para diminuir esses números são os seguintes 1) Educação, 2) Engenharia (das estradas, das ruas e dos carros), 3) Fiscalização, 4) Primeiros socorros, 5) Punição e 6) Consciência cívica e ética do cidadão (EEF + PPC).

O que eu presenciei em pouco tempo de Brasil é que os números (1) e (2) não estão sendo cumpridos de forma intensiva. Partindo para o (3) e pulando para o (5). O (6) é um problema cultural, bem mais difícil de se resolver.

Acredito que com educação e engenharia das estradas e ruas, melhoraríamos bastante o trânsito. Em consequência, teríamos menos stress e aumentaríamos a produtividade do país. Quando isso vai acontecer por aqui?

Anúncios

Brasil e Japão são parecidos

Padrão
Brasil e Japao

Brasil e Japao

Acabo de voltar de uma viagem que fiz ao Brasil e precisava falar isso com alguém. Como eu considero um segredo, resolvi guardar aqui no blog, pois poucas pessoas acessam este local. Felizmente a internet nos ajuda com ferramentas incríveis e “gratuitas” como esta.

Aproveito o gancho e listo um serviço gratuito impresso que está dando certo no Brasil, o jornal METRO. Como havia dito num post anterior, este é um nicho que tende a crescer no Brasil, se houver profissionais sérios administrando o negócio. Pois, quando se fala em serviços gratuitos, há uma certa cautela por parte de agências e médias empresas em colocarem suas marcas, devido a credibilidade do material e do conteúdo “poluído”. No Japão esse mercado é um pouco mais profissional e mesmo que os leitores tenham um poder aquisitivo maior, são atraídos pelo design e pela forma em que são disponibilizados nas prateleiras. Os brasileiros e japoneses gostam de ler materiais gratuitos de qualidade.

Outro ponto em que vejo semelhança é no setor de internet. E infelizmente é um ponto negativo. Pois os dois países produzem pouco a nível mundial, apesar de Brasil e Japão figurarem entre os que mais acessam a rede mundial de computadores. O motivo principal é sem dúvida a linguagem. Enquanto os EUA e Europa produzem conteúdo em inglês, os dois países citados no título, focam na língua local. No Japão até entendo, pois é um país que se manteve fechado por muito tempo, usa os “kanji’s, hiragana’s e katakana’s”, além de não ser um exportador de serviços e sim de produtos. Mas o Brasil, que tem diversas empresas exportando software pelo mundo, usadas inclusive pelo Japão, e usa o alfabeto romano para a escrita, ainda não produziu nenhum grande player global na internet.

Acredito que os fatores são, pelo lado do Brasil as importações terem sido abertas a pouco tempo o que impedia o acesso a outros mercados, e pelo lado Japonês o país ter dominado o setor de tecnologia de produção com a introdução do “Just in Time” e não ter se preocupado muito com os serviços de internet global nos últimos anos. Mas nunca é tarde para começar e podemos dizer que se o Brasil não produziu algo de relevância mundial, pelo menos há um imigrante que colocou o país no cenário global de internet (apesar dele ter se naturalizado americano), estou falando de Eduardo Saverin, o Co-Fundador do Facebook, que mesmo não estando mais nos negócios da empresa, tem estimados Usd 1,6 bi e está investindo em Startup’s. E no Japão, um descendente de imigrantes da Coréia do Sul, Massayoshi Son, que pela lista da Forbes é o homem mais rico do Japão, com um patrimônio de Usd 8 bi, se destaca pelos negócios na Internet da Ásia. Um possível Global Player no futuro, apesar de já ter perdido Usd 80 bi, na época da bolha da internet nos anos 2000.

Os dois países são grandes consumidores de marcas, com suas devidas proporções claro. Mas, você vai notar filas nos Mcdonald’s do Brasil e Japão, além de inúmeras marcas de carros importados, griffes de moda e eletrônicos. A classe média dos dois países se endivida no cartão de crédito e nas financeiras para ter essas marcas.

Mas vejo que aos poucos os dois países estão aprendendo um com o outro, muitas escolas ensinando a língua japonesa no Brasil, muitos japoneses se interessando mais pela língua e cultura da nossa terra natal. E a parte que me deixa mais feliz para transitar nos dois países, termos restaurantes de comida japonesa de qualidade no Brasil, e churrasco no Japão.