O ciclo de crescimento do Brasil

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O Brasil viveu um período de crescimento importante desde o início do Plano Real que fez 20 anos este ano. Chegou a hora de repensar o modelo apenas baseado no consumo e combate a inflação.

Vamos a alguns números comparativos com algumas nações conhecidas e os pontos fortes e fracos da “nossa” nação.

Brasil e Japão em relação a crescimento populacional.
País 1980 2014 (est.)
Brasil 118.563 200.004
Japão 116.732 127.061
O Japão tinha sua economia estabilizada em 1980, e mesmo as mulheres não participando ativamente do mercado de trabalho, houve pouco crescimento populacional. A medida para solucionar o declínio populacional seria abrir o mercado de trabalho para os estrangeiros, mas a história mostra que o povo japonês não aceita totalmente essa idéia. O Brasil, ao contrário, é aberto a imigração e ainda, quase dobrou sua população no período, mas deve repensar o futuro desse crescimento, pois, a expectativa de vida aumentou e as mulheres são muito mais ativas no mercado de trabalho do que no Japão. O que vai gerar a diminuição no crescimento demográfico.

Brasil, Japão, Coréia do Sul e USA em relação a % dívida/PIB.
Brasil 68.18
Japão 237.34
Coréia do sul 34.98
USA 102.35
Nesse aspecto, o Brasil está em melhor situação do que Japão e EUA, porém, deveria se espelhar na Coréia do Sul, que mantém nível baixo de endividamento em relação ao PIB. O segredo, basta olhar os eletrônicos e carros que os brasileiros compram nos dias de hoje. Marcas coreanas que não conhecíamos nos anos 90, hoje são referência em consumo no Brasil. Para ganhar da China e Japão, a Coréia do Sul investiu pesado na educação nos anos 90 e está colhendo os frutos agora.

Depois de 20 anos de esforços na economia, o Brasil já aprendeu a controlar a inflação mesmo consumindo muito.
Mas é um consumo pobre. Ainda há muitos produtos de baixa qualidade no mercado e comprados por impulso.

Esse erro de incentivo ao consumo de baixa qualidade acarreta prejuízo para o país.
Ex.: Compra-se um celular importado. O importador ganha, o país exportador ganha, o governo ganha mas o consumidor perde duas vezes. Primeiro porque comprou e segundo porque o produto gerou empregos no país exportador.

O mundo atual é globalizado e de rápidas transformações tecnológicas. Então é necessário criar indivíduos globalizados e que entendam as transformações no mundo da tecnologia.
Incentivo ao aprendizado bilíngue e programação são dois pontos importantes para a próxima geração.

Vamos criar mais C.E.S.A.R‘s no Brasil!

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Dinheiro para a educação

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tchu tcha 10 porcento pib

10% pib para educação

Acabei de ler a versão impressa do Estadão. Matéria interessante que mostra as dificuldades do ensino superior público do Brasil. Faltam candidatos qualificados para as vagas nas instituições federais. As pessoas reclamam da qualidade na educação e o investimento está sendo feito apenas em estrutura. Inaugurar prédios com fins educacionais gera notícia e as pessoas acreditam no que vêem por fora. É como ver anúncios de hotéis, você só vai saber a realidade quando estiver hospedado. Hotel considerado 3 estrelas, mas que não dispõe de pasta de dente disponível nem para comprar dentro do prédio.

Numa instituição privada a comunicação é fácil, você reclama ao atendente, ao gerente e troca de marca. O problema é reclamar quando o serviço é oferecido pelo Estado. E com dinheiro proveniente dos impostos. Nós pagamos para ter estrutura, como vamos exigir conteúdo?

Vi a foto de uma manifestante com o cartaz “Não quero tchu, não quero tcha, quero 10% do PIB para educação”. Interessante, mas será que o dinheiro vai chegar nas mãos dos professores qualificados? Aliás, será que até o dinheiro chegar, as vagas serão preenchidas?

Na era da internet, a plataforma está mais valorizada que o conteúdo (Facebook).