Você ainda vai ouvir falar deles!

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LINE by NHN

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O recente sucesso de PSY – Gangnam Style não foi por acaso. Ele é proveniente de uma das 3 maiores empresas de entretenimento da Coréia do Sul. A YG Entertainment, fundada pelo cantor e dançarino Yan Hyun-Suk, em 1998.

Talvez poucos saibam, mas essa empresa, em parceria com a Avex Group (Boa, Namie Amuro, ELT, etc) exporta muitos sucessos para o Japão, como o grupo 2ne1, Se7en e outros.

São 14 anos de história até o mundo se render ao fenômeno do Youtube. Se as empresas da Coréia acompanham o ciclo de Saturno para terem um sucesso global, a próxima pode ser a NHN, que foi fundada em 1999.

Quem acompanha as notícias na Tv japonesa, sabe que a Livedoor foi uma das empresas de internet mais comentadas na mídia até 2006. Seu fundador Takafumi Horie, emprestou dinheiro do banco Lehman Brothers para tentar comprar a Fuji Tv, porém acabou preso em 2006 sob alegação de fraudes financeiras, o que não foi muito bem explicado até hoje e ele já cumpriu a sentença e hoje produz foguetes de baixo custo.

Em 2010 a NHN comprou a Livedoor por $ 68 milhões, uma negociação muito boa para a entrada no mercado japonês. Devido a “lerdeza” das empresas japonesas em enxergar o mercado global de internet, a NHN não só está crescendo muito no arquipélago, como pode ter seu primeiro sucesso mundial através do aplicativo LINE.

O LINE já tem 74 milhões de usuários e metade deles está no Japão.

Acredito que muitas pessoas no Brasil devem trocar o Whatsapp para usar o LINE.

E você?

Conhece mais marcas da Coréia do Sul que fazem sucesso global?

O Brasil que tem medo

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Commodities

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Hoje quero falar sobre o país que eu nasci. E fazer uma análise pelo lado de fora.

Quem viaja para o exterior deve ter notado que há brasileiros em todos os cantos do mundo. Pelas contas do Ministério das Relações Exteriores, existem mais de 3 milhões (legais ou não). Estados Unidos, Reino Unido e Japão, tem as maiores “comunidades” fora do país. Pessoas que trabalham nos mais diversos ramos da economia mundial. Do presidente da Nissan/Renault, passando por jogadores de futebol, supermodelos, até funcionários da Google e operários da Sony. Pessoas que fazem a diferença para empresas de renome mundial. Mesmo que seja um operário,  responsável apenas pelo parafuso do carro importado, que chega ao Brasil custando mais que o dobro dos países de “primeiro mundo”.

Poucos japoneses sabem, mas a maior parte do frango consumido no seu país, vem de terras brasilis. E poucos no mundo sabem, grande parte das matérias-primas utilizadas nas indústrias de seus países, sai do Brasil.

Mas o Brasil tem medo. Poucas são as marcas brasileiras de expressão mundial. Podemos contar nos dedos, Petrobrás, Vale, Ambev, Pelé e Airton Senna. A conclusão é que o nosso país é um exportador que não assume riscos, exporta apenas commodities e pessoas. Com poucas excessões de alguns produtos com valor agregado, caso da Havaianas, Embraer e Gerdau.

Se temos pessoas e matéria-prima, por que o país não investe mais em marketing e acrescenta valor aos produtos brasileiros?

Há diversas áreas em que o país poderia utilizar melhor o potencial do nome e ocupar posições de destaque no cenário mundial. Poderíamos ter marcas mais ativas nos esportes, pois os atletas brasileiros se destacam em diversas modalidades pelo mundo. Na culinária, pela influência dos imigrantes e a diversidade de ingredientes em diversos estados. Na moda, devido ao prestígio das supermodelos brasileiras. E, se o país consegue vender aviões, por que não vender outros produtos de tecnologia avançada?

Para finalizar, mais uma pergunta, se o país exporta jogadores a preço de ouro, por que não consegue exportar marcas? (Medo ou falta de coragem?)