Sentimentos que vendem

Padrão
Sentimento

Sentimento

 

A história dos brasileiros no Japão começa no início dos anos 90. Época em que o Brasil vivia constantes mudanças na economia, e as pessoas eram afetadas pela falta de perspectiva. Essa porta, aberta para suprir a demanda de mão de obra nas fábricas japonesas, foi uma “saída corajosa” para uma terra desconhecida.
Como antigos marinheiros, desbravadores, que apenas ouviam histórias e iam atrás das riquezas do outro lado do mundo.

O sentimento de medo e esperança por dias melhores, logo foi trocado pela saudade. O Japão havia “progredido” não tinha nada do que nossos avós cantavam nas músicas. Tudo estava industrializado. Até as pessoas.

A esperança vendeu passagens internacionais. A saudade vendeu ligações internacionais e alimentos.

Até 2008 tudo ia muito bem até que um fato inesperado, criado pelo homem, mudou a vida de muitas pessoas que já haviam esquecido os sentimentos de afeto e conforto familiar.
Nesse momento, o medo voltou a vender passagens.

O susto parecia que já estava se dissipando quando em 2011, um acontecimento da natureza, provocou nova onda de medo e mais vendas de tickets aéreos.

Daqui alguns dias vamos nos emocionar e relembrar o ocorrido, 2 anos depois. Há uma esperança depositada no novo governo em relação a economia, porém, depois de sofrer dois choques, o sentimento que prevalece agora é a incerteza.

Incerteza não vende. Imobiliza a pessoa de tomar decisões. Precisamos ter medo, saudade ou esperança para mover a economia novamente.

 

Imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Coração-icone.gif

O Brasil que tem medo

Padrão
Commodities

commodities

Hoje quero falar sobre o país que eu nasci. E fazer uma análise pelo lado de fora.

Quem viaja para o exterior deve ter notado que há brasileiros em todos os cantos do mundo. Pelas contas do Ministério das Relações Exteriores, existem mais de 3 milhões (legais ou não). Estados Unidos, Reino Unido e Japão, tem as maiores “comunidades” fora do país. Pessoas que trabalham nos mais diversos ramos da economia mundial. Do presidente da Nissan/Renault, passando por jogadores de futebol, supermodelos, até funcionários da Google e operários da Sony. Pessoas que fazem a diferença para empresas de renome mundial. Mesmo que seja um operário,  responsável apenas pelo parafuso do carro importado, que chega ao Brasil custando mais que o dobro dos países de “primeiro mundo”.

Poucos japoneses sabem, mas a maior parte do frango consumido no seu país, vem de terras brasilis. E poucos no mundo sabem, grande parte das matérias-primas utilizadas nas indústrias de seus países, sai do Brasil.

Mas o Brasil tem medo. Poucas são as marcas brasileiras de expressão mundial. Podemos contar nos dedos, Petrobrás, Vale, Ambev, Pelé e Airton Senna. A conclusão é que o nosso país é um exportador que não assume riscos, exporta apenas commodities e pessoas. Com poucas excessões de alguns produtos com valor agregado, caso da Havaianas, Embraer e Gerdau.

Se temos pessoas e matéria-prima, por que o país não investe mais em marketing e acrescenta valor aos produtos brasileiros?

Há diversas áreas em que o país poderia utilizar melhor o potencial do nome e ocupar posições de destaque no cenário mundial. Poderíamos ter marcas mais ativas nos esportes, pois os atletas brasileiros se destacam em diversas modalidades pelo mundo. Na culinária, pela influência dos imigrantes e a diversidade de ingredientes em diversos estados. Na moda, devido ao prestígio das supermodelos brasileiras. E, se o país consegue vender aviões, por que não vender outros produtos de tecnologia avançada?

Para finalizar, mais uma pergunta, se o país exporta jogadores a preço de ouro, por que não consegue exportar marcas? (Medo ou falta de coragem?)