O valor de um click (clique)

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valor de um clique

valor de um click

A maioria das empresas brasileiras no Japão estão acostumadas com a propaganda em jornais, revistas gratuitas, cartazes e panfletos. No início dos anos 90, os jornais eram a referência. Por terem veiculação na casa dos 50 mil exemplares (vendidos a ¥ 300) semanais, eram a única opção para as empresas anunciarem seus produtos e serviços na época.

Um anúncio colorido de página inteira num jornal dos anos 90 era vendido acima de ¥ 1 milhão. Mesmo os pequenos anúncios não eram acessíveis a pequenas empresas, que optavam apenas pelos cartazes e panfletos distribuídos nas lojas.

A partir da virada do século, foram surgindo outros canais para as empresas divulgarem seus produtos e serviços, revistas gratuitas, tv por satélite, sites.

Em 20 anos, houve uma grande transformação no cotidiano dos brasileiros no Japão, principalmente devido as novas tecnologias. A grande diferença é que a forma como a maioria das empresas fazem suas campanhas não mudou.

Apesar de haver centenas de empresas que tem como “TARGET” o consumidor brasileiro no Japão, poucas se preocupam em contratar profissionais de marketing. Sem pessoas capacitadas cuidando dessa área tão importante numa organização, o mercado perde muito em qualidade. É necessário analisar o desempenho de cada campanha e estudar os canais de comunicação com o público.

Por isso, poucas empresas sabem o valor de um clique.

Mas quanto vale?

R.: Depende!

Há muito o que se analisar para definir valores.

Qual foi a estratégia adotada para cada canal de comunicação?

O que se espera de retorno? Divulgar a marca, fazer uma venda, conseguir um cadastro, mostrar um novo produto?

Antes de negociar uma campanha digital, seria bom o responsável fazer as seguintes perguntas:

  • Há uma página relacionada com o banner ou com o texto anunciado?
  • Há um caminho fácil para o consumidor finalizar a compra?
  • Há um formulário para preencher?
  • Há um botão para gerar lead?
  • O site é navegavel?

É muito bom estudar as taxas de conversão sobre as visitas que o site recebe. Para isso basta instalar o Google Analytics e ver o caminho inverso que cada cliente percorreu antes de finalizar uma compra ou preencher um cadastro (realizar uma ação dentro do site). Assim será mais fácil determinar o valor médio dos cliques e analisar o retorno do investimento.

Fica aqui a pergunta. Qual o valor de um clique para sua empresa?

Ps.: Saiba mais sobre cálculos de cliques, touch e impressões, preencha o formulário abaixo e vamos melhorar seu ROI.

No final é o consumidor que decide

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Novas tecnologias iPad

Novas tecnologias iPad

Trabalhei por 6 anos visitando empresas brasileiras no Japão vendendo publicidade para mídia impressa, a parte mais importante disso foi traçar um perfil dos empresários que oferecem produtos e serviços na comunidade.

Existem vários perfis, mas vou separar em apenas 2, para mostrar que há um enorme mercado inexplorado ou mal trabalhado. O de TECNOLOGIA.

Há os adeptos a tecnologia e os aversos.

Os adeptos, são ainda subdivididos em empreendedores que investem em tecnologia por opção ou por necessidade.

Os que investem por opção, tem capital disponível e coragem para arriscar. As vezes arriscam errado, contratando amadores, que acabam manchando o caminho de bons profissionais, mas faz parte do risco de empreender ou talvez da falta de informação. Quando investem certo, tem bons resultados, todos devem saber quais são.

Já os com pouco capital, resta aprender tudo sozinho, ou confiar em algum amigo que ajuda sem cobrar. Acho bom ter esse mercado, desde que a pessoa que fez o trabalho grátis, não deixe o empreendedor a ver navios, o que pode acabar com uma amizade.

Agora vamos aos aversos a tecnologia. São a maioria, pois mesmo tendo as vezes mais de 1.000 clientes para se relacionar, não tem muito interesse em investir num CRM ou ao menos um website institucional.

Os motivos para alguns empresários não investirem é porque até 2007, tudo era mais fácil, bastava reclamar e esperar. Nada afetava as vendas, cada vez mais brasileiros chegavam ao Japão e a demanda era alta. Mas um fenômeno externo em 2008 afetou bastante todas as empresas brasileiras no Japão.

Nessa época em 2007 entrei no Facebook, sempre gostei de tecnologia e acredito que ela ajuda bastante o consumidor. A maioria dos brasileiros no Japão demoram mais ou menos 5 anos para se adaptar a novas tecnologias web, acredito que este é o ano do FB na comunidade.  Se há investimento, demora menos, no caso de novos aparelhos digitais. Vejamos o exemplo do iPhone, lançado pela Softbank em julho de 2008. O grande diferencial para esse aparelho ter ganhado mercado tão rápido entre os brasileiros foi o atendimento em português em diversas lojas Softbank e as vendas por uma grande rede de lojas de eletrônicos brasileira. Estima-se que haja 100 mil iPhones nas mãos de brasileiros no Japão.

O que mais mudou na comunidade devido ao uso de novas TECNOLOGIAS?

– INFORMAÇÃO, os jornais dos anos 90, que eram vendidos a ¥ 300 com edições semanais foram trocados por acesso grátis a sites como UOL e GLOBO.COM com notícias a cada minuto.

– COMUNICAÇÃO, telefones públicos e os cartões de ligação internacional de ¥ 5 mil que duravam 10 minutos nos anos 90, foram trocados por Skype com vídeo.

– VAREJO, caminhões de produtos que visitavam prédios de brasileiros nos anos 90, foram trocados por sites de e-Commerce com pagamento na entrega em 24h.

– RECICLAGEM, pagar para recolher objetos usados ou jogar no lixo, foram trocados por sites de leilão e classificados grátis.

– PESQUISA, andar de loja em loja para saber os preços dos produtos antes de comprar, serão trocados por sites de comparações de preços.

Os empresários brasileiros no Japão precisam enxergar a tecnologia antes do consumidor, pois assim que algo novo é assimilado pela maioria, muitos estarão criando algum serviço agregado a esta novidade. Vide o caso do ORKUT usado como plataforma de vendas, pela facilidade de relacionamento com clientes. E agora a migração desses negócios para o FACEBOOK e LEILÃO.JP.

A INTERNET revolucionou a forma com que os brasileiros no Japão se comunicam e se informam. Em apenas 10 anos, muitos hábitos foram alterados pela adoção de novas tecnologias pelo consumidor. A adoção do SMARTPHONE e dos TABLETS pela maioria dos consumidores brasileiros está sendo feita numa velocidade impressionante (5 anos). Está na hora dos empreendedores pensarem se investir em tecnologia é uma opção ou questão de sobrevivência. No final, o consumidor que decide!