Mercado grátis – Revistas

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Chris Anderson - Free, gratis

Chris Anderson – Free, gratis

Feliz 2011 a todos!

Este mês de janeiro está “anormal”. Muitas mudanças positivas e mercado reaquecendo rápido. O normal é começar em março/abril.

Mas vamos ao que interessa, o mercado grátis. Talvez nem todos conheçam Chris Anderson, editor da Wired Magazine. Ele escreveu um livro intitulado “A cauda longa – O futuro dos negócios é vender menos de mais” e depois o segundo, com o nome “Grátis – O futuro dos preços”. Neste post, vou reunir os dois temas, analisando e mostrando um nicho de mercado pouco explorado no Brasil.

E como um cara que mora no Japão pode falar sobre o mercado brasileiro? Pensando fora da caixa.

Muitos brasileiros levaram idéias do exterior para fazer sucesso no Brasil. Na internet temos o caso dos sites de compras coletivas “bombando” atualmente. Porém, na minha opinião, não funciona para o mercado em si, pois o mérito (lucro) maior fica para o dono do site, enquanto que os consumidores e fornecedores perdem qualidade em serviços e valor.

Mas onde estaria o valor do mercado grátis? Novamente na internet temos dois grandes exemplos dando certo. Google e Facebook, sites gratuitos, que funcionam como filtros de todo conteúdo exposto de forma pública e/ou social.

A grande sacada do Google foi a simplificação e popularização da publicidade online, uma parte do que seria o marketing digital. Primeiro, desenvolveram um sistema para catalogar todos os sites do mundo e depois filtraram para que as pessoas pudessem encontrar o que procuravam. Assim, atrairam a audiência qualificada, que mudou o conceito do que acontecia antes na publicidade convencional. As empresas de mídia (offline) não tinham como medir de forma rápida o retorno das visualizações dos comerciais, a não ser por pesquisas quantitativas, o que gera muita margem de erro.

O sistema do Google (Adwords), permite que qualquer pessoa possa filtrar o que as pessoas estão procurando no mundo, atingindo apenas o nicho de mercado que lhe interessa. Se antigamente, apenas empresas de grande porte podiam atingir consumidores de diversos países com sua publicidade, hoje, mesmo você estando no Brasil, há a possibilidade de divulgar seus produtos ou serviços até para os japoneses, com investimento mínimo, e o melhor consegue medir o resultado de forma instantânea através dos relatórios de cliques e análises de procedência.

Quer dizer, o Google atingiu as pessoas com o Long Tail e Free, ao mesmo tempo.

Agora vamos ao assunto do título.

As revistas gratuitas, popularmente conhecidas no Japão como Free Papers, em tradução livre papel grátis. Funcionam a partir dos modelos de panfletos de ofertas, ou panfletos de divulgação. O que difere é o formato e diagramação no estilo revista.

Ok! Dino, obrigado, você descobriu o mundo! Mas isso não tem nada de novo!

Nossos olhos tem limitações, pode haver uma grande estrutura para terminar em algo simples a sua visão.

Uma revista gratuita, segue esta linha, parece ser algo simples, só há a diferença do preço certo? Errado! As revistas gratuitas diferenciam-se em quase tudo. A única semelhança é o formato de venda de publicidade interna. Semelhante em alguns aspectos. Aqui algumas diferenças:

  • Foco, enquanto que as revistas pagas, são direcionados ao público que se diz “formador de opinião” em geral, as revistas gratuitas tem o foco direto no consumidor. Exemplo: consumidor de móveis, eletrodomésticos, carros, casas, etc.
  • Conteúdo, direcionado a quem decide a compra e diretamente relacionado aos anúncios e distribuição. Ex.: revista de pescaria, distribuída nos clubes de pesca, com anúncios de molinetes e carretilhas.
  • Distribuição, parte essencial para sobrevivência da mídia. Se não cuidar bem dos distribuidores, não adianta vender publicidade, nem produzir conteúdo.
  • Comercial, as revistas tradicionais comercializam a maior parte dos seus anúncios com as agências, enquanto que nas gratuitas, o contato é com micro e pequenas empresas, fala-se diretamente com o dono do negócio. Nesse ponto, é preciso ter um profissional que tenha experiência em vendas publicitárias, para explicar todo o processo relacionado acima, pois geralmente, o primeiro contato (micro e pequenas empresas) com um anúncio em revista, será através da mídia gratuita.
  • Impressão, claro que o melhor papel dá mais status para a revista, mas nem sempre é motivo para o sucesso. Portanto é preciso saber balancear os custos de gráfica, analisando a quantidade, qualidade e número de páginas em todas as edições.
  • Profissionais, aqui está a maior dificuldade para quem inicia neste negócio. Encontrar profissionais que trabalhem sob pressão de datas e consigam manter o nível de qualidade em atendimento e execução das tarefas. Pois a cada edição, deve haver sincronia entre o setor de vendas, produção e administração.

Há muitos outros detalhes para que o negócio dê certo.

Mas o principal é a coragem para empreender em um mercado que as grandes editoras ainda não enxergaram. Ele existe, é grátis e tem uma cauda longa no Brasil.

Entre em contato no formulário abaixo, seja para iniciar ou melhorar as vendas da sua revista grátis.

Os 7 erros na hora de iniciar uma revista gratuita

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Acompanho o mercado de publicidade para brasileiros no Japão desde o surgimento dos primeiros jornais e folhetos. Época em que um anúncio de página inteira colorida dava para pagar mais de 5 funcionários. Hoje, dificilmente um anúncio pagaria ao menos um.

Mas ao contrário do que ocorria no passado, onde apenas empresas de recrutamento e telefonia anunciavam, agora temos anunciantes dos mais variados ramos. A pulverização fez com que inúmeras empresas pudessem ter acesso aos consumidores mesmo com pouco capital para investir.

A parte mais difícil no trabalho de uma revista gratuita é justamente ensinar esses pequenos empreendedores sobre marketing e branding.

Comparando as primeiras edições de revistas gratuitas no início da década, em que os anúncios não seguiam padrões de cores e formas, até as edições atuais, onde temos várias agências produzindo o design, podemos notar a evolução do conteúdo nos materiais gratuitos. Inclusive na parte editorial, com diversos profissionais conceituados internacionalmente escrevendo matérias para os mesmos.

Mas infelizmente, ainda vejo erros nos novos empreendimentos. Veja abaixo:

  1. Foco – Principal objetivo do empreendimento muitas vezes é apenas “Status” e isso não paga salários.
  2. Equipe – Geralmente a equipe é muito grande, dividida em vários setores logo no início do projeto. Com isso o custo operacional é alto, aumentando o trabalho do setor comercial e diminuindo o lucro, consequentemente impedindo o crescimento.
  3. Distribuição – Considero a parte primordial de uma revista gratuita e algumas empresas não atingem o público alvo em relação ao conteúdo publicado.
  4. Eventos – Principal erro de revistas e empresas é a falta de ética ao fazer um trabalho comercial dentro de eventos que não apoiou de nenhuma forma.
  5. Precificação – Geralmente atrelado ao foco da revista. O maior erro é quando não valorizam o conteúdo e abaixam o preço significativamente apenas para estar no mercado.
  6. Conteúdo – Grande parte dos empreendedores que iniciam no mercado, não obedecem a porcentagem mínima de páginas pagas pelo cliente e as pagas pela empresa.
  7. Pesquisa – Acabam atuando em áreas onde há muita concorrência ao invés de iniciarem projetos mais inovadores em setores pouco explorados e com grande potencial.

Aliás, o item 7 reflete um erro cometido por inúmeros empreendedores brasileiros no Japão. Pois ao invés de pesquisar qual o nicho de mercado que ainda não foi explorado, preferem copiar um modelo já existente e apenas baixar o preço do seu produto ou serviço, diminuindo assim a qualidade de todos em detrimento da diversidade e inovação.